COMPOSIÇÃO ISOTÓPICA (δ18O, δ2H e δ13CCID) DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS DOS MUNICÍPIOS DE FEIRA DA MATA E SANTANA (BA)

  • Manuel Portugal Gonçalves Biólogo, Mestre em Planejamento Ambiental (UCSAL), Doutor em Geologia Ambiental, Hidrogeologia e Recursos Hídricos (UFBA). Pesquisador do Grupo de Pesquisa Geologia das Interfaces (UFBA). Professor concursado na Secretária de Educação do Estado da Bahia.
  • Rodrigo Alves Santos Geógrafo, Mestre e Doutor em Geologia Ambiental, Hidrogeologia e Recursos Hídricos (UFBA). Pesquisador do Grupo de Pesquisa Geologia das Interfaces (UFBA).
  • Antônio Bomfim da Silva Ramos Junior Biólogo, Mestre em Geoquímica do Petróleo e Meio Ambiente (UFBA), Doutor em Geologia Ambiental, Hidrogeologia e Recursos Hídricos (UFBA). Pesquisador do Grupo de Pesquisa Geologia das Interfaces (UFBA).
  • Flávio Souza Batista Geógrafo (UCSAL), Mestre em Geologia (UFBA). Integra o Grupo de Riscos Ambientais Urbanos (UFBA) e o Grupo de pesquisa Geoquímica das Interfaces (UFBA).
  • Manoel Jerônimo Moreira Cruz Geólogo (UFBA), Mestrado em Geologia (UFBA), Doutorado em Petroquímica pela Universite Pierre & Marie Curie, Paris VI. Professor Titular da Universidade Federal da Bahia, atuando nos cursos de Graduação em Geologia e Geofísica e na Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica do Petróleo e Meio Ambiente.
  • Alexandre Barreto Costa Bacharelado em Física (UFBA), mestrado e doutorado em Geofísica (UFBA). Professor Adjunto da Universidade Federal da Bahia, e do Programa de Pós-Graduação em Geofísica (UFBA).
  • Monica Pringsheim da Cunha Bacharelado em Química (UFBA), mestrado em Geoquímica e Meio Ambiente (UFBA), Doutorado (UFBA). Professora do Instituto Federal da Bahia e química do Laboratório do Plasma, Instituto de Geociências (UFBA). Integra o Grupo de Pesquisa Geoquímica das Interfaces (UFBA).

Abstract

Esta pesquisa pretendeu caracterizar a composição isotópica das águas subterrâneas dos municípios de Feira da Mata e de Santana, no oeste da Bahia, Brasil. Foram coletadas águas em quinze poços perfurados nas rochas pelito-carbonáticas do Grupo Bambuí. As variáveis físico-químicas foram mensuradas in situ, por meio de sonda multiparâmetros, os cátions por ICP-OES e os ânions por titrimetria e espectrofotometria. Os valores da razão isotópica em δ2H e δ18O destacaram o papel da recarga pelas chuvas locais, infiltração rápida e pouca evaporação. Também, revelaram que as águas subterrâneas de Santana foram as mais evaporadas. Á composição isotópica em δ13CCID foi relacionada a um pequeno tempo de residência da água no aquífero, predominando valores similares a assinatura isotópica das plantas de ciclo fotossintético C4 e das rochas carbonáticas. Esta tendência foi corroborada pela caracterização hidroquímicas. A análise de agrupamentos mostrou que os grupos hidroquímicos se distinguiram quanto aos valores da mineralização, saturação da solução nos minerais calcita e dolomita e razão isotópica em δ13CCID nas amostras de Feira da Mata ou de Santana. As alterações nestas variáveis acompanham a evolução geoquímica das águas bicarbonatadas cálcicas para as bicarbonatadas ou cloretadas sódicas, a partir das reações de troca de bases e da circulação da água no aquífero. A integração dos resultados isotópicos, razões geoquímicas, índice de saturação e a estatística multivariada revelou a relevância do intemperismo químicos de carbonatos e pelitos à qualidade da água.

Author Biographies

Manuel Portugal Gonçalves, Biólogo, Mestre em Planejamento Ambiental (UCSAL), Doutor em Geologia Ambiental, Hidrogeologia e Recursos Hídricos (UFBA). Pesquisador do Grupo de Pesquisa Geologia das Interfaces (UFBA). Professor concursado na Secretária de Educação do Estado da Bahia.

Biólogo nº 59.217/05-D, possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Católica do Salvador - UCSAL (2005), atualização em Educação Ambiental pela Universidade Federal da Bahia - UFBA (2010), especialização em Ecologia e Intervenções Ambientais pelo Centro Universitário Unijorge - UNIJORGE (2015), mestrado em Planejamento Ambiental pela UCSAL (2010), bolsista CNPq (2010 - 2014) e doutorado em Geologia pela UFBA (2014). Integra o grupo de pesquisa Geologia das Interfaces (UFBA), nas linhas de pesquisa Geologia Médica; Vulnerabilidade, Avaliação de Risco de Contaminação e Remediação de Aquíferos; e Hidrogeoquímica: assinaturas antrópicas e geogênicas nos recursos hídricos. Realiza pesquisa de avaliação e monitoramento ambiental; aplicação de estatística multivariada nas geociências; hidrogeologia isotópica; qualidade da água (química, física e microbiológica) e caracterização geoquímica do Antropoceno. É membro do grupo Desenvolvimento, Sociedade e Natureza (UCSAL), na linha de pesquisa Conflitualidade socioambiental e planejamento, onde desenvolveu pesquisas de ecologia aplicada ao estudo de manguezais, bioindicação e biogeoquímica e subsídios ao gerenciamento ambiental em zonas costeiras. Foi professor na graduação em Engenharia Ambiental, da FAMEC, em Camaçari, Bahia (2011-2013). É professor efetivo de Ciências e Biologia da Secretária de Educação do Estado da Bahia. Participa como pesquisador e voluntário da rede de monitoramento da qualidade da água na Lagoa de Pituaçu, no Parque Metropolitano de Pituaçu, Salvador, Bahia, em colaboração com a Fundação SOS Mata Atlântica, Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (UNESCO), Programa de Pós-Graduação em Planejamento Ambiental da UCSAL.

Rodrigo Alves Santos, Geógrafo, Mestre e Doutor em Geologia Ambiental, Hidrogeologia e Recursos Hídricos (UFBA). Pesquisador do Grupo de Pesquisa Geologia das Interfaces (UFBA).
Possui graduação em Geografia pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB (2008), Mestrado e Doutorado em Geologia, com concentração em Geologia Ambiental, Hidrogeologia e Recursos Hídricos pela Universidade Federal da Bahia - UFBA (2011 e 2017). Possui experiência na área de Geociências e Meio Ambiente, com ênfase em Hidrogeoquímica, Qualidade das Águas e Impactos Socioambientais. Integra o Grupo de Pesquisa Geoquímica das Interfaces (UFBA), investigando as contaminações e impactos ambientais decorrentes de atividades antrópicas ou processos geogênicos. Atualmente desenvolve pesquisas sobre a temática da Hidrogeoquímica e Contaminação do Aquífero Cárstico-Fissural Salitre, Bacia Sedimentar de Irecê - Bahia, Brasil.
Antônio Bomfim da Silva Ramos Junior, Biólogo, Mestre em Geoquímica do Petróleo e Meio Ambiente (UFBA), Doutor em Geologia Ambiental, Hidrogeologia e Recursos Hídricos (UFBA). Pesquisador do Grupo de Pesquisa Geologia das Interfaces (UFBA).

Doutor em Geologia Ambiental, Hidrogeologia e Recursos Hídricos (UFBA). Mestre em Geoquimica do Petróleo e Meio Ambiente (UFBA). Possui graduação em Ciências Biológicas com ênfase em Meio Ambiente. Além de Formação Técnica em Meio Ambiente. Tem experiência na área de Geociências e Meio Ambiente com desenvolvimento de pesquisas relacionadas a; Ecologia e a geoquímica de estuários, a Gestão de Recursos Hídricos, Oceanografia, Hidrogeologia e a Qualidade de água. Desenvolve consultoria na área ambiental e integra o grupo de pesquisa Geoquímica das Interfaces (UFBA) investigando as contaminações ambientais do Antropoceno, e o grupo ECOSIMPA, desenvolvendo pesquisa nas Ciências Agrárias e Ambientais, com especialidade em tratamento e interpretação de dados relacionados a contaminação ambiental. Atualmente é Pesquisador (Pós Doutorando Junior - PDJ/ CNPQ) colaborador do Projeto Desenvolvimento do Índice de Qualidade das Florestas de manguezais na Baia de Todos Santos (BTS), Bahia, Chamada MCTIC/CNPq - Nº 21/2017 ? Pesquisa e Desenvolvimento em Ações Integradas e Sustentáveis nas Baías do Brasil (UFRB).

Flávio Souza Batista, Geógrafo (UCSAL), Mestre em Geologia (UFBA). Integra o Grupo de Riscos Ambientais Urbanos (UFBA) e o Grupo de pesquisa Geoquímica das Interfaces (UFBA).
Possui graduação em licenciatura em geografia pela Universidade Católica do Salvador (2004), Vice diretor do Centro Educacional Yolanda Pires, Pós graduado em Gestão e Auditoria Ambiental e Mestre em Geologia-UFBA, é integrante do GRAU (Grupo de Riscos Ambientais Urbanos) - UFBA, do Grupo de pesquisa Geoquímica das Interfaces - UFBA e desenvolve projetos de cunho social.
Manoel Jerônimo Moreira Cruz, Geólogo (UFBA), Mestrado em Geologia (UFBA), Doutorado em Petroquímica pela Universite Pierre & Marie Curie, Paris VI. Professor Titular da Universidade Federal da Bahia, atuando nos cursos de Graduação em Geologia e Geofísica e na Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica do Petróleo e Meio Ambiente.
Pssui graduação em Geologia pela Universidade Federal da Bahia (1976), Mestrado em Geologia pela Universidade Federal da Bahia (1983), Doutorado em Petroquímica pela Universite Pierre & Marie Curie, Paris VI (1989) e pós-doutorado na Universidade de Montpellier em petrogeoquímica. Atualmente é Professor Titular da Universidade Federal da Bahia, Professor Permanente do Pospetro UFBA.Tem experiência na área de Geociências, ênfase em mapeamento geológico básico, estudo de corpos básicos de natureza gabro-anortosítica e mineralizações associadas, atua também na área da química mineral, litogeoquímica, hidrogeoquímica. Atualmente se dedica à geoquímica das interfaces, geoquímica ambiental, no estudo da qualidade das águas, vulnerabilidade de aquíferos, recuperação de áreas degradadas e geoquímica médica
Alexandre Barreto Costa, Bacharelado em Física (UFBA), mestrado e doutorado em Geofísica (UFBA). Professor Adjunto da Universidade Federal da Bahia, e do Programa de Pós-Graduação em Geofísica (UFBA).
possui graduação em Bacharelado Em Física pela Universidade Federal da Bahia (1997), mestrado em Geofísica pela Universidade Federal da Bahia (2001) e doutorado em Geofísica pela Universidade Federal da Bahia (2006). Atualmente é professor Adjunto da Universidade Federal da Bahia. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geofísica Nuclear, atuando principalmente nos seguintes temas: espectrometria gama de sedimentos e rochas; radioatividade em águas subterrâneas; datação por carbono 14; datação por chumbo 210 através de espectrometria gama de alta resolução; isótopos estáveis aplicados em águas , matéria orgânica e corais; e análise elementar. Na área de geotermia, trabalha com na parte de determinação de calor radiogênico em rochas utilizando a técnica de espectrometria gama e com medidas propriedades térmicas de rochas.
Monica Pringsheim da Cunha, Bacharelado em Química (UFBA), mestrado em Geoquímica e Meio Ambiente (UFBA), Doutorado (UFBA). Professora do Instituto Federal da Bahia e química do Laboratório do Plasma, Instituto de Geociências (UFBA). Integra o Grupo de Pesquisa Geoquímica das Interfaces (UFBA).

Possui graduação em Bacharelado em Química pela Universidade Federal da Bahia (1980) e mestrado em Geoquímica e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Bahia (2003) e doutorado em Geologia (2018) (UFBA). Atualmente é professor de 1 e 2 graus do Instituto Federal da Bahia e química da Universidade Federal da Bahia. Tem experiência nas áreas de Química Analítica e Geoquímica atuando na implantação e desenvolvimento de metodologias analíticas clássicas e instrumentais para elementos principais, menores e traços em materiais geológicos (rochas, sedimentos, águas, corais entre outros).

Published
29-09-2019
Section
Articles