ESTUDO DE CARACTERIZAÇÃO GEOQUÍMICA E DAS ASSOCIAÇÕES DE FORAMINÍFEROS PARÁLICOS DO SISTEMA ESTUARINO DO RIO JEQUITINHONHA, LITORAL SUL DA BAHIA

  • Isabel Honorata de Souza Azevedo Universidade Federal da Bahia https://orcid.org/0000-0001-9843-3434
  • Simone Souza de Moraes Universidade Federal da Bahia
  • Antônio Fernando de Souza Queiroz Universidade Federal da Bahia
  • Ana Carina Matos Silva Universidade Federal da Bahia
  • Narayana Flora Costa Escobar Universidade Federal da Bahia
  • Fabiany Cruz Gonzaga Universidade Federal da Bahia

Abstract

As associações de foraminíferos, além de serem abundantes e apresentarem ampla distribuição geográfica, aproveitam as peculiaridades intrínsecas desses organismos de armazenarem em suas testas características dos locais onde viveram. Nesse contexto, as testas desses organismos foram relacionadas aos teores de metais-traço do sedimento do sistema estuarino do rio Jequitinhonha, litoral sul da Bahia, com o objetivo de avaliar se os níveis desses elementos estão afetando a microfauna. Foram obtidas, para a região do canal, 281 testas de foraminíferos na primeira campanha (4,98% dos espécimes foram coletados vivos; e nenhuma das testas estavam malformadas) pertencentes a 10 espécies, das quais destacam-se Trochammina inflata; Haplophragmoides wilberti e Ammonia beccarii como espécies principais. Na segunda amostragem, não houve registro de foraminíferos, devido as baixas salinidades, impossibilitando a sobrevivência até das espécies mais resistentes. Na zona de manguezal, na primeira campanha, foram obtidas 116 testas (5,1% de vivos; 0,0% de anômalos) de 10 espécies destacaram-se Haplophragmoides wilberti; Ammonia beccarii; Quinqueloculina fusca e Q. venusta. Na segunda campanha, foram registradas apenas 143 testas (0,70% de vivos; 0,0% de anomalias) de 10 espécies, destacaram-se 4 espécies a saber: H. wilberti; Trochammina inflata e Q. fusca, sendo que, o aumento do número de testas, deve-se ao aumento da salinidade. Além disso, foi observado, apenas na primeira campanha do canal do rio Pardo que somente o chumbo (pontos 2, 3, 4, 5 e 6) apresentou valores acima dos limites estabelecidos pelos órgãos de referência (CONAMA - Brasil, 2012) e Canadian Council of Ministers of the Environment (CCME, 1998).

Author Biographies

Isabel Honorata de Souza Azevedo, Universidade Federal da Bahia

Instituto de Geociências (IGEO)

Departamento de Geologia

Simone Souza de Moraes, Universidade Federal da Bahia

 Instituto de Geociências

Departamento de Oceanografia

 

Antônio Fernando de Souza Queiroz, Universidade Federal da Bahia

 Instituto de Geociências

Departamento de Oceanografia

Ana Carina Matos Silva, Universidade Federal da Bahia
Instituto de Geociências (IGEO)
Narayana Flora Costa Escobar, Universidade Federal da Bahia

Instituto de Geociências (IGEO)

Departamento de Geologia
Fabiany Cruz Gonzaga, Universidade Federal da Bahia
 Instituto de Geociências (IGEO)
Published
24-03-2019
Section
Articles